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DESCOBRIR BELÉM





Cheio de palácios e monumentos ,aberto para o rio e para um céu maior e mais azul, Belém, junta a frescura das águas à verdura dos jardins arrumados em frente dos grandes edifícios. A pequena ermida que o Infante D. Henrique funda num lugar de onde se vê a grande praia - fluvial é deixada à Ordem de Cristo e à sua volta vão-se erguendo as casas que hoje formam o primeiro núcleo do que é hoje Belém.




Da praia do Restelo saem as embarcações que vão desaparecer em "mares nunca dantes navegados" e o Velho do Restelo canta, em uníssono com os sinos da ermida :. "Tão balalão.../Quantos lá vão/que não voltarão!". Mas, ao contrário do fatalismo predito, muitos voltam para encher de vaidade (e de pimenta) um novo Portugal Descobridor.
D. Manuel confere-lhe o esplendor que lhe inspira a memória do Infante e na praia cresce uma obra maior, o Mosteiro de Santa Maria, que confere orgulho e vontade de voltar a cada navegador que parte.
Deste braço que Lisboa estende para o mar, chegam novas de terras de ninguém, descobertas por gente que partira desta "ocidental praia lusitana".




Os palácios vão-se cobrindo de brilho e de cor e aumentando em número até ao dia em que um terramoto quebrou a dureza das empenas e levou a força dos homens. Quatro anos mais tarde, a tragédia retoma a este cenário meio arruinado, desta vez pelas mãos deste estadista visionário e implacável. O Marquês de Pombal mata uma família inteira e, no ensejo, outras gentes poderosas. Fá-lo com o zelo de carrasco viciado e os gritos de terror terão assombrado toda a praia, enquanto os jesuítas eram passados para lá das areias malditas de Belém.
Do Duque de Aveiro nem a casa, nem o sangue, nem a erva daninha cresceria no chão, maldito, desta vez, por um leigo. O Marco do Chão Salgado, hoje escondido entre pequenas casas, leva- nos a crer que tudo isto foi real, aconteceu!




Depois, foi Gago Coutinho e Sacadura Cabral que retomando velhos valores e novas técnicas, escolheram Belém para ponto de partida para a primeira viagem aérea sobre o Atlântico Sul, de Lisboa ao Rio de Janeiro.

A frequência nobre e a opulência do lugar foi-se diluindo com o tempo numa vivência mais popular que fica suspensa, por uns instantes, na exuberante exposição do Mundo Português, em 1940.

Enquanto a Europa e o Mundo iniciam a Segunda Guerra Mundial, Belém veste-se de modernidade e imponência que enaltecem a presença dos portugueses no mundo e comemoram, em Belém, os seus 800 anos de história. O Padrão das Descobertas, a Praça do Império, as docas, o Espelho de água e alguns pavilhões ficam como vestígios deste devaneio, juntamente com os que durante séculos foram pontuando este local privilegiado de Lisboa e do Tejo.





Torre de Belém

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